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Terça-feira, 3 de novembro de 2026
Revista Link

Teatro, cinema e contação de histórias ocupam escolas municipais

Em sua nona edição, o Felita aposta na convivência entre o livro impresso e as telas para formar leitores na rede de Araçatuba

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(Foto: Secom/PMA)

O título escolhido para a nona edição do Festival Literário de Araçatuba diz bastante sobre o momento. “Entre páginas e telas, a leitura continua” é o tema que organiza mais de 120 atividades literárias e culturais espalhadas pelas escolas da rede municipal desde setembro, atendendo da educação infantil ao ensino fundamental.

A ideia por trás da escolha é simples e ambiciosa ao mesmo tempo. Em vez de tratar livro e tela como adversários, o festival trabalha os dois como suportes de uma mesma experiência, a de se envolver com uma história. Daí a variedade de linguagens na programação, que mistura contação de histórias, apresentações teatrais, sessões de cinema e brincadeiras literárias, além das visitas da boneca Felita, mascote do evento.

Realizado pelas secretarias municipais de Cultura e Educação em celebração à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, o Felita reúne parceiros de perfis distintos. Estão no apoio o Sesc, a Academia Araçatubense de Letras, o Museu da Imagem e do Som, por meio dos Pontos MIS, e a Fundação Educacional de Araçatuba.

Um dos pontos altos da próxima semana chega por um caminho menos óbvio. Pelas Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, vinculadas à Secretaria Municipal de Assistência Social, algumas unidades escolares recebem o espetáculo “Tempo de Criança”, da Cia. Koi, de Lins. A montagem usa a arte e a literatura como instrumentos de sensibilização sobre o direito à infância, ao brincar e à educação, dentro das ações de prevenção e enfrentamento ao trabalho infantil.

A agenda traz ainda “Quanta coisa o lixo é”, da Cia. Usfulano, contemplado pelo Programa de Ação Cultural do Governo de São Paulo, um encontro com a escritora Ana Lúcia Ramos marcando a abertura do festival e uma apresentação do indígena Ricardo Terena.

Boa parte do trabalho de base está nas mãos de quem se prepara para dar aula. As contações de histórias, iniciadas no mês passado, contam com alunos do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência da Faculdade da Fundação Educacional Araçatuba. Somam-se a eles as professoras Cibele Oliveira da Silva, Roberta Caetano da Silveira, Eunice Ponciano Rorato e Beatriz Aparecida Aguiar. A boneca Felita ganha vida nas interpretações das professoras Maria Andrea, Daniela Bermuda Canesque e Camila de Souza Filbert de Mello.

O festival também olha para a formação docente. Nos encontros do Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo, os professores da rede participam de atividades formativas literárias, pensadas para valorizar as práticas que já acontecem nas escolas e reforçar o papel desses profissionais na formação de leitores.

O secretário municipal de Educação, Duarte Heitor, lembra que a literatura já integra o currículo da rede e enxerga no festival a chance de ampliar essa abordagem. “O Felita chega com uma programação especial para celebrar a leitura, a imaginação, a criatividade e o encantamento com os livros, aproximando ainda mais as crianças do universo da literatura”, disse. Segundo ele, o objetivo é mostrar aos alunos que uma história pode ganhar vida em diferentes lugares, do papel à tela, do palco à brincadeira, e principalmente na imaginação de cada um.

Fonte: Informações da Secom/PMA

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