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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Revista Link

Guilherme Lins destaca o alcance da Engenharia Agronômica da FUNEPE em Penápolis

Coordenador aponta nota máxima no MEC, 34 hectares de campo experimental e atuação que vai da lavoura ao crédito rural

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(Foto: Professor Dr. Guilherme Lins)

O curso de Engenharia Agronômica da FUNEPE, em Penápolis, forma profissionais para um setor que responde por cerca de 25% do PIB brasileiro. A graduação tem dez semestres presenciais e recebeu nota 5 do MEC, a pontuação máxima da avaliação oficial.

Boa parte do aprendizado acontece fora da sala de aula. A instituição mantém 34 hectares de campo experimental, onde os estudantes acompanham de perto os problemas e as soluções da rotina rural, e conta com laboratórios que permitem unir a base científica à aplicação profissional.

De acordo com o coordenador do curso, professor Guilherme Lins, a atuação do engenheiro agrônomo ultrapassou há muito tempo a imagem de alguém que trabalha apenas na lavoura. Hoje esse profissional se divide entre agricultura de precisão, gestão de empresas, pesquisa, consultoria e financiamento agrícola, com espaço também em produção e manejo de culturas, sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas e equipamentos, sustentabilidade, biotecnologia, agroindústria, cooperativas, crédito rural, empreendedorismo e inovação.

A região pesa a favor de quem estuda por aqui. O Centro-Oeste Paulista reúne um grande polo sucroenergético, com usinas que precisam de especialistas em manejo do solo, variedades de cana, pragas e colheita mecanizada. A produção de citros e de frutas tropicais como goiaba e manga, somada à seringueira, movimenta a demanda por tecnologia em irrigação e defesa vegetal. Ainda há a expansão dos grãos e da pecuária intensiva, com sistemas de integração lavoura-pecuária que criam vagas para consultores e gestores.

A proximidade com esse mercado se reflete na inserção profissional. A FUNEPE mantém parcerias com empresas, cooperativas e produtores locais, o que garante acesso a estágios supervisionados, e parte dos estudantes começa a atuar antes mesmo de receber o diploma.

Quanto à remuneração, a profissão tem piso definido pela Lei nº 4.950-A/66, fiscalizada pelo CONFEA e pelo CREA. Para jornada de seis horas diárias, são seis salários mínimos, e para oito horas, 8,5 salários mínimos. Na média nacional, o rendimento do engenheiro agrônomo fica entre R$ 8 mil e R$ 14 mil, podendo ser maior em cargos de liderança, consultoria especializada ou em multinacionais.

Para Guilherme Lins, o campo caminha para ficar cada vez mais digital, produtivo e sustentável, e é o engenheiro agrônomo quem conduz essa transformação.

Fonte: Com informações da FUNEPE

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