GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Aumentar o número de passos ao longo do dia pode ser tão eficaz no controle da asma moderada a grave quanto sessões estruturadas de treino aeróbico. A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista Pulmonology.

As duas abordagens melhoraram a qualidade de vida dos participantes, aliviaram sintomas de ansiedade e depressão e mantiveram a doença sob controle a médio prazo, ampliando as alternativas de tratamento não farmacológico.

"Em um estudo anterior, vimos que, se um paciente caminha 7.500 passos por dia, ele já tem um melhor controle clínico da asma", afirma o fisioterapeuta David Halen Araújo Pinheiro, autor da pesquisa realizada na Faculdade de Medicina da USP em conjunto com o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Como foi o estudo

Participaram pacientes de 18 a 65 anos com asma não controlada e que até então eram sedentários. Um grupo passou a treinar em esteira duas vezes por semana, com orientação profissional. O outro recebeu acompanhamento semanal, com metas de caminhada e um relógio inteligente para contar os passos.

Nos dois grupos houve redução dos sintomas respiratórios, efeito que se manteve quatro meses após o fim do programa.

Nenhuma estratégia se sobressaiu

"Ambas as intervenções são benéficas para o paciente e proporcionam um melhor controle clínico da doença. E, em nosso resultado, nenhuma das estratégias se sobressaiu à outra", ressalta Pinheiro.

O pesquisador aponta, porém, uma vantagem prática da caminhada. "Entretanto, o treinamento aeróbio requer um aparato maior e precisa ser supervisionado. Já com uma simples caminhada, ao aumentar o número diário de passos, o paciente tende também a controlar a doença e obter outros benefícios", diz.

Passados os quatro meses, muitos pacientes do grupo da esteira procuraram academias, enquanto os da caminhada mantiveram o hábito. A mudança de tempo foi o principal motivo apontado por quem interrompeu as atividades.

Pinheiro reforça que o exercício funciona como complemento ao tratamento médico. "Não podemos jamais parar de fazer uso do tratamento que o médico prescreve", afirma.

FONTE/CRÉDITOS: Governo do Estado de São Paulo